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Crítica: Espírito de Família


Comédia francesa aposta em uma trama leve para contar história sobre luto

Comédias francesas sempre tendem ser bastante diferenciadas do estilo americano, saem os besteiróis americanos e entram tramas que apesar de serem engraçadas, sempre trazem alguma profundidade dentro de suas narrativas. Em Espírito de Família, isso não é muito diferente, porém a carga mais dramática pode fazer toda uma diferença.

O filme conta a história de Alexandre que acaba de perder seu pai. No entanto, ele continua ouvindo, vendo e discutindo com ele. Só Alexandre consegue ver e falar com ele, o que causa preocupação em sua mãe e familiares, que o veem falar sozinho o tempo todo.

Depois de um hiato de cinco anos, o diretor e roteirista, Éric Besnard volta as telas nessa comédia que fala sobre o luto de uma maneira mais leve e divertida. Besnard aposta em uma direção tranquila, sem muitas novidades para a narrativa. Porém, para quem não está muito familiarizado com o estilo de comédia francesa, pode acabar se incomodando com as cenas mais arrastadas e contemplativas.

Mesmo o roteiro trazendo alguns velhos clichês, é interessante ver a maneira como cada um de nós lida com o luto de uma forma diferente da outra pessoa. E isso fica bem nítido aqui, principalmente nas cenas envolvendo Alexandre e a matriarca da família.

O elenco consegue se sair muito bem em seus respectivos papeis, porém é impossível não elogiar o trabalho realizado pelo trio formado por Guillaume de Tonquédec, François Berléand e Josiane Balasko, respectivamente filho e pais. Os três possuem uma sintonia única e seus personagens rendem os melhores momentos do filme.


Espírito de Família é uma comédia leve e perfeita para ser assistida depois de um dia estressante, principalmente para quem está cansado do mesmo.

Nota: 7.5/10

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