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Crítica - Truque de Mestre: O 2º Ato


Em 2013, a Lionsgate resolveu apostar suas fichas em um gênero que até então estava esquecido por Hollywood: O Ilusionismo. Os dois últimos longas que abordaram esses temas estrearam em 2006: O Grande Truque, do Christopher Nolan e O Ilusionista, do Neil Burger. Truque de Mestre acabou se tornando um verdadeiro sucesso naquele ano e agora passados três anos do primeiro filme, chega a sequência do sucesso.


Um ano depois de enganar o FBI e ganhar o carinho do público com os seus espetáculos, os Quatro Cavaleiros ressurgem para se encontrar cara a cara com um inimigo que fará com que eles criem o seu truque mais perigoso até agora.


Com a saída de Louis Leterrier da direção, a Lionsgate convocou o diretor Jon M Chu, o responsável também da fraca sequência de G.I Joe e os filmes do cantor Justin Bieber, para assumir a direção desse segundo ato. É nítida a troca dos diretores, apesar do Leterrier ter uma forma mais ágil, Chu consegue transforma seus 129min em um longo videoclipe, repleto de cortes e diálogos rápidos.


O roteiro do segundo filme fica por conta de Ed Solomon (responsável por assinar o roteiro do fracasso, Minha Filha É Um Sonho, com o Eddie Murphy) e o estreante Peter Chiarelli. Os dois até tentam construir algo sólido, porém eles acabam nos entregando um saldo bem razoável.  Talvez os maiores problemas do longa estejam na construção da história, que deixa por diversas vezes pontas soltas ou na apresentação de alguns personagens.


O elenco continua o mesmo, tendo apenas a entrada de Lizzy Caplan (de Cloverfield – Monstro e A Entrevista), em substituição da Isla Fischer, que engravidou antes do início das filmagens e do ator Daniel Radcliffe, que dispensa apresentação.


É incrível ver que os quatros protagonistas masculinos (Jesse Eisenberg, Dave Franco, Woody Harrelson e Mark Ruffalo) conseguem manter um clima de parceria muito forte nas telas. Infelizmente a atriz Lizzy Caplan entra no filme totalmente apagada e não consegue ter a mesma simpatia e charme que Fischer tinha no primeiro filme.


Já Daniel Radcliffe, que desde o final da série Harry Potter não consegue emplacar um sucesso, tem talvez aqui seu melhor destaque. Mesmo que sendo um personagem secundário e com uma função um tanto quanto fraca, consegue se sair bem na pele do “vilão” principal do longa.


O cenário principal também muda, saímos de Las Vegas e vamos para a cidade de Macau, na China e as cenas finais, uma das melhores sequencias do longa inteiro, foi filmada em Londres.


Truque de Mestre O 2º Ato consegue ser um pouco melhor que o seu primeiro filme e mesmo com seus defeitos, seu saldo final é positivo. Talvez a Lionsgate tenha encontrado uma franquia de ação/aventura, então preparem-se, pois, teremos mais filmes envolvendo os Quatro Cavaleiros.

Nota: 7,5/10

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