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Críticas

Crítica - O Maior Amor do Mundo


Garry Marshall foi responsável por um clássico moderno, Uma Linda Mulher, filme que transformou a carreira de Julia Roberts e Richard Gere para sempre. Mesmo contendo uma fórmula bastante clichê, o longa foi um verdadeiro fenômeno de bilheteria e se transformou no queridinho de muitos apaixonados. Depois do sucesso desse filme, Marshall voltou a emplacar somente em 1999, quando novamente reuniu a dupla na fraca comédia romântica Noiva em Fuga e em 2001 quando adaptou o livro O Diário da Princesa, para o estúdios Disney. Eis quem 2010, Marshall resolveu emplacar um segmento de datas comemorativas que reuniam um grande elenco, para os dia dos namorados foi feito Idas e Vindas do Amor e em 2011, para comemorar o ano novo, chegava as telas Noite de Ano Novo. O diretor esse ano voltou a apostar na mesma fórmula e lançou O Maior Amor do Mundo, para comemorar o dia das mães.

 
O longa acompanha várias histórias associadas à maternidade se cruzam: Sandy (Jennifer Aniston) é uma mãe solteira com dois filhos, Bradley (Jason Sudeikis) é um pai solteiro com uma filha adolescente, Jesse (Kate Hudson) tem uma história complicada com a sua mãe, Kristin (Britt Robertson) nunca conheceu a sua mãe biológica e Miranda (Julia Roberts) é uma escritora de sucesso que abre mão de ter filhos para se dedicar à carreira.

 
O roteiro dos estreantes Tom Hines e Lily Hollander trazem diversos assuntos importantes e delicados, em uma forma muito mais sutil, bem humorada e leve. Inclusive isso acaba prejudicando alguns temas mais sérios e polêmicos de serem tratados de uma outra maneira. 


O roteiro em momento algum quer levar o drama para um lugar onde não precisa, como é o caso de um dos personagens, onde a mãe descobre que a filha está casada com uma outra mulher e que elas possuem um filho juntas. Esse momento que poderia render cenas de discussão, choros e até mesmo perdões, é feito de uma maneira tão leve, sutil e que torna uma cena agradável de se assistir. 

 
O diretor Garry Marshall acabou se tornando um especialista nesse formato de filme, dferente de seus outros dois longas, aqui ele conseguiu ter um melhor resultado do que nos filme anterior. Mesmo sendo uma história previsível, a direção de Marshall somada ao bom roteiro de Hines e Hollander, conseguem tirar graça das diversas situações que o longa apresenta. 

 
O elenco do filme consegue ter uma boa química e são responsáveis por dar credibilidade e principalmente empatia para os personagens e a para a história.

 
Quem chama mais a atenção no longa são os atores Jason Sudeikis, que consegue fugir daqueles papeis infelizes que o ator está acostumado a fazer. Nos entrega uma atuação sóbria e relevante em cena, porém temos que destacar que ele não possui química alguma com a jovem atriz Shay Mitchell (da série Pretty Little Liars) e a jovem atriz Britt Robinson (da série Under The Dome e da ficção Tomorrowland) consegue finalmente acertar em um papel. A jovem que dá vida a personagem Kristin, é convincente e ficamos tocado em sua busca pela mãe biológica.

 
A trilha sonora do filme é recheada de canções pop atuais que embalam a fotografia sola e uma montagem adequada, que transformam o filme em um divertido e até prazeroso comercial de TV.

 
O Maior Amor do Mundo não é o melhor filme do mundo, mas com certeza para dentro de sua proposta ele consegue se sair muito bem. Tem situações divertidas e algumas atuações que se sobressaem, já valem a ida ao cinema. Não espere encontrar um longa profundo mas sim história leves, sensíveis e divertidas, que vão te proporcionar quase 2h de uma diversão leve para se assistir acompanhado de sua mãe ou sozinho.

Nota: 6.5/10

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